sábado, 7 de maio de 2016

13. Alunos do design gráfico conhecem jogos analógicos


Momentos de resgate do ser brincante e de desafios com jogos analógicos foram proporcionados pelos psicólogos Nicolas Lindner e Claudio Mallmann da empresa Oficina do Aprendiz, de Florianópolis, aos acadêmicos do curso de Design Gráfico (Satc). Diversas atividades lúdicas foram realizadas, como ouvir histórias, montar uma ponte com peças de madeira, resolver quebra-cabeças, entender o objetivo de jogos da categoria mancala e de tabuleiros.
O workshop, que aconteceu no sábado (7), tinha como proposta relatar e trocar experiências nos processos de criação, produção e divulgação de jogos e brinquedos para uso em diversos contextos educacionais e organizacionais. “Nós conhecíamos o trabalhado desses profissionais e vimos nele possibilidades de agregar conhecimentos aos nossos alunos porque a essência do curso é projetiva. Eles precisam criar e desenvolver produtos e esse momento provoca novas idéias,” justificou Diego Piovesan, coordenador do curso de design.
Os jogos são ferramentas para troca de experiências e de cultura. São as maneiras das sociedades ensinarem as suas gerações como se portar, por isso, eles tem objetivos, regras e metas. Segundo os psicólogos, os jogos não trabalham conteúdos específicos, mas treinam as habilidades que servem de apoio à construção de conhecimentos em diferentes áreas do currículo escolar. Num dos momentos, os cursistas reuniram-se em trios para resolver alguns desafios com funções diferentes, como ser executor, mediador e observador do problema a ser resolvido. “Temos que ter vivencias diversificadas. Estamos tentando fazer com que vocês entrem num processo conhecido como flow, ou seja, de imersão, que esqueçam de tudo a ponto de não saber que horas são. E além disso, que avaliem seus comportamentos diante de papeis diferentes”, orientou Mallmann.
Yuri Gomes, acadêmico da 7ª fase, concluiu que o curso foi importante na sua formação porque mostrou que desenvolvimento das ideias é uma cocriação, precisa do trabalho cooperativo e de tomada de decisões para resolver problemas. “Os jogos nos ensinam a trabalhar em equipe, a fugir do óbvio, a buscar estratégias. Foi preciso analisar, pensar e aprender com os erros,” complementou Yuri.
O encontro foi finalizado com uma atividade cooperativa conhecida como Aldeia. Oito bloco de madeira, com fendas, precisaram ser empilhados com a participação de todos. O sucesso na finalização do desafio serviu de reflexão sobre a importância da capacidade individual empregada em prol de um trabalho realizado em equipe.



O que é a Oficina do Aprendiz?
A Oficina do Aprendiz foi concebida e implantada em Florianópolis, no ano de 2004, como um espaço de divulgação e construção do conhecimento utilizando como ferramental o lúdico, o brinquedo educativo e os jogos que fizeram e fazem parte da herança cultural de povos e nações e que hoje se tornaram patrimônio cultural de toda a humanidade. O objetivo do espaço é ser um centro experimentação, criação, captação, divulgação e comercialização desse vasto universo de instrumentos eficazes de construção do saber. Desenvolve pesquisas para fundamentar a eficácia e a pertinência de suas propostas.
Apresenta um espaço onde oferece oficinas e cursos destinados a crianças, adultos e idosos, servindo-se sempre de brinquedos e jogos do mundo.
Com o aval de parcerias de sucesso com Sesc-SC, Sesi, Univali e outras entidades, oferece oficinas de brinquedos e jogos, cursos de capacitação e assessoria na implantação do Projeto Pensar – “Desenvolvimento cognitivo com a utilização de jogos”. Além do fornecimento do acervo para o projeto, fornecem assessoria, treinamento e material para equipar brinquedotecas, cognotecas, salas de recreação em empresas, hotéis, pousadas, hospitais e instituições que trabalhem com lazer e entretenimento e, principalmente entidades educacionais.


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