Momentos de resgate do ser brincante e de desafios
com jogos analógicos foram proporcionados pelos psicólogos Nicolas Lindner e Claudio
Mallmann da empresa Oficina do Aprendiz, de Florianópolis, aos acadêmicos do curso
de Design Gráfico (Satc). Diversas atividades lúdicas foram realizadas, como
ouvir histórias, montar uma ponte com peças de madeira, resolver
quebra-cabeças, entender o objetivo de jogos da categoria mancala e de
tabuleiros.
O workshop, que aconteceu no sábado (7), tinha como
proposta relatar e trocar experiências nos processos de criação, produção e
divulgação de jogos e brinquedos para uso em diversos contextos educacionais e
organizacionais. “Nós conhecíamos o trabalhado desses profissionais e vimos
nele possibilidades de agregar conhecimentos aos nossos alunos porque a
essência do curso é projetiva. Eles precisam criar e desenvolver produtos e
esse momento provoca novas idéias,” justificou Diego Piovesan, coordenador do
curso de design.
Os jogos são ferramentas para troca de experiências
e de cultura. São as maneiras das sociedades ensinarem as suas gerações como se
portar, por isso, eles tem objetivos, regras e metas. Segundo os psicólogos, os
jogos não trabalham conteúdos específicos, mas treinam as habilidades que servem de apoio
à construção de conhecimentos em diferentes áreas do currículo escolar. Num dos momentos, os cursistas
reuniram-se em trios para resolver alguns desafios com funções diferentes, como
ser executor, mediador e observador do problema a ser resolvido. “Temos que ter
vivencias diversificadas. Estamos tentando fazer com que vocês entrem num
processo conhecido como flow, ou seja, de imersão, que esqueçam de tudo a ponto
de não saber que horas são. E além disso, que avaliem seus comportamentos
diante de papeis diferentes”, orientou Mallmann.
Yuri Gomes, acadêmico da 7ª fase, concluiu que o
curso foi importante na sua formação porque mostrou que desenvolvimento das
ideias é uma cocriação, precisa do trabalho cooperativo e de tomada de decisões
para resolver problemas. “Os jogos nos ensinam a trabalhar em equipe, a fugir
do óbvio, a buscar estratégias. Foi preciso analisar, pensar e aprender com os
erros,” complementou Yuri.
O encontro foi finalizado com uma atividade
cooperativa conhecida como Aldeia. Oito bloco de madeira, com fendas,
precisaram ser empilhados com a participação de todos. O sucesso na finalização
do desafio serviu de reflexão sobre a importância da capacidade individual empregada
em prol de um trabalho realizado em equipe.
O que é a Oficina do Aprendiz?
A
Oficina do Aprendiz foi concebida e implantada em Florianópolis, no ano de
2004, como um espaço de divulgação e construção do conhecimento utilizando como
ferramental o lúdico, o brinquedo educativo e os jogos que fizeram e fazem
parte da herança cultural de povos e nações e que hoje se tornaram patrimônio
cultural de toda a humanidade. O objetivo do espaço é ser um centro
experimentação, criação, captação, divulgação e comercialização desse vasto
universo de instrumentos eficazes de construção do saber. Desenvolve pesquisas
para fundamentar a eficácia e a pertinência de suas propostas.
Apresenta
um espaço onde oferece oficinas e cursos destinados a crianças, adultos e
idosos, servindo-se sempre de brinquedos e jogos do mundo.
Com
o aval de parcerias de sucesso com Sesc-SC, Sesi, Univali e outras entidades,
oferece oficinas de brinquedos e jogos, cursos de capacitação e assessoria na
implantação do Projeto Pensar – “Desenvolvimento cognitivo com a utilização de
jogos”. Além do fornecimento do acervo para o projeto, fornecem assessoria,
treinamento e material para equipar brinquedotecas, cognotecas, salas de
recreação em empresas, hotéis, pousadas, hospitais e instituições que trabalhem
com lazer e entretenimento e, principalmente entidades educacionais.
Contato:
www.oficinadoaprendiz.com.br




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