terça-feira, 10 de abril de 2018

Por que fazer a Trilha dos Tropeiros?


Desta vez, nada de lead, nada de matéria. Apenas palavras que surgem das lembranças da trilha que fizemos saindo de Siderópolis até Bom Jardim da Serra, no dia 8 de abril. Data em que o condutor incansável, Jacson Mondardo, completou 23 anos.
Por que fazer a Trilha dos Tropeiros? A resposta dos outros 13 eu não sei e a minha muito menos... Sei apenas que de tanto ouvir que era difícil, decidi que iria também. Normalmente, os grupos sobem num dia, acampam e voltam no outro. Mas, desta vez não iam acampar, resolvi aproveitar. Na verdade preferia fazer a trilha do Farol de Santa Marta que terminou enquanto esta começava. Gosto mais de mar do que de mato! Mas, era o meu desafio que foi além do que programei.
Não dá para dormir direito quando é preciso acordar às 2h30min para estar em frente a igreja da comunidade São Pedro, em Siderópolis, às 3h30min da madrugada. Iniciamos a caminhada às 4h25min e retornamos às 19 horas. Foram 5 horas subindo os 12 quilômetros da trilha do tropeiro e outras 4 horas descendo. O rio serpenteia o caminho e nos obriga a passar por ele mais de dez vezes. Parece inacreditável que há pouco mais de 20 anos, por lá passavam mais de 200 cabeças de gado tocadas pelos tropeiros.
Andei por mais 10 quilômetros pela invernada do senhor Nivaldo Alano de Souza porque segui os passos do condutor que nunca pára. Era preciso aproveitar para ver mais um pouco do visual do alto da Serra Geral. Lá do alto eu vi “minha casa” no centro de Criciúma! Vi a Barragem do Rio São Bento. Vi a “mancha branca” que sinaliza a mineração de Treviso. Vi São Bento Baixo e São Bento Alto. Vi Nova Veneza e Rio Jordão. Vi outros lugares dentro de mim...
Pensei que íamos almoçar num restaurante simples. Imaginei que teria uma mesa, alguns bancos e um teto. Nada disso. O churrasco foi preparado no meio do pasto pela dona da invernada. Ela levou além da carne, pão, maionese, coca-cola e balões azuis para comemorar o aniversário do Jacson. Senti muita gratidão pela Dona Ana e por sua filha Nilvana. Pelo carinho com que preparam nossa comida, por terem oferecido os cavalos para que pudéssemos montar um pouco depois que elas mesmas montaram por dez quilômetros para nos encontrarem.
O retorno não foi tão cansativo porque o Jacson resolveu contar suas histórias de infância. Fiquei curiosa em conhecer a mãe dele. As mães de hoje deviam se inspirar nela porque parece que fez as coisas certas e na hora certa...
Aproveito para encerrar dizendo que trilheiros são bem vindos pela família dos proprietários da invernada de Bom Jardim da Serra, desde que comuniquem. Com autorização deles, estou postando um telefone para contato: (49) 9151-9897.

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