Cerimônia realizada no Rio de Janeiro, dia 2 de agosto.
| Ana Lúcia, Lucas, Maria Eduarda, Nicole e Amarildo. A Ynaiá não pode comparecer. |
| Maria Eduarda com a mãe Silvana e Lucas com a mãe Luciana. |
Os medalhistas de ouro da 13ª Olimpíada de Matemática das Escolas
Públicas - OBMEP 2017- Maria Eduarda Pires da Luz e Lucas Westfal, da Escola
Cristo Rei, de Cocal do Sul, e Nicole dos Santos de Souza e Ynaiá dos Santos
Sauter, da Escola Quintino Rizzieri, de Içara, receberão suas medalhas no Rio
de Janeiro, quinta-feira, dia 2 de agosto. Estes são os únicos representantes
da região da AMREC.
Os estudantes irão participar da
abertura do Congresso Internacional de Matemáticos que acontecerá no Centro de
Convenções Riocentro, na Barra da Tijuca.
O evento contará com a presença do
Ministro da Educação Rossieli Soares da Silva, do Ministro da Ciência,
Tecnologia, Inovações e Comunicações Gilberto Kassab e o Diretor Geral do
Instituto de Matemática Pura e Aplicada, Marcelo Viana.
Conheça os medalhistas
Nicole
dos Santos,
15 anos, está cursando mecatrônica no Instituto Federal de
Santa Catarina, campus Criciúma. Esta é a terceira medalha de ouro que
ela conquista na OBMEP, já foi premiada nos anos de 2015 e 2017. Também recebeu medalhas de ouro na Olimpíada Brasileira de
Astronomia – OBA – em 2016 e 2017.
A escola Quintino
Rizzieri sempre disponibilizou aulas extras para os alunos
interessados e este incentivo a ajudou a adquirir hábito pelo estudo da área. Além
de frequentar as aulas, refazer as provas de edições anteriores foi
indispensável para conseguir excelentes resultados. Desde pequena ela admite
que seus sonhos eram ambiciosos. No 6º Ano, sonhar com uma medalha de ouro
parecia algo muito distante e longe da sua realidade. Depois de muita dedicação
e acreditar que eu podia, conseguiu. Por isso, acredita que o primeiro passo
para conseguir algo grande é sonhar grande. Ela pretende continuar estudando
ciências exatas e sente-se incomodada por ter poucas mulheres atuando na área e
pela falta de atenção do governo com a educação no Brasil. Pretende fazer graduação
no exterior e poder ajudar na transformação da sociedade.
“A matemática me
abriu inúmeras portas e praticamente transformou a minha vida. Antes, não tinha
tantas expectativas e sonhos, mas graças a esta grande iniciativa descobri um
amor pela matemática. Sem dúvidas, ela pode continuar me transformando. São
iniciativas e ideias boas que permitem o mundo estar em constante evolução. Espero
ser uma profissional muito dedicada que possa ter iniciativas que permitam o
mundo ser um lugar melhor”, afirmou Nicole.
Amarildo Felício
foi o professor que mais a incentivou e sempre esteve ao seu lado durante o Ensino
fundamental.
Ynaiá dos
Santos Sauter, 14
anos, já conquistou uma medalha de prata (2016) e duas medalhas de ouro (2015 e
2017) no Prêmio ACIC de Matemática que é uma prova similar a da OBMEP.
Ela participava das aulas de matemática oferecidas
pela escola no contraturno. No site da OBMEP, estudava todos os dias durante
uma hora refazendo provas dos anos anteriores. Depois treinava as
justificativas e mostrava as respostas para seus pais para verificar se eles
compreendiam.
Um dia ela ouviu da mãe que fracassado não é o que
tenta e erra, fracassado é o que nunca tenta. Esta frase a ajudou muito a
não desistir, a se dedicar e a perceber que com esforço é possível chegar onde
desejar.
Seus interesses estão direcionados para a medicina,
na área de ortopedia ou na fabricação de próteses. “Gostaria muito de poder
ajudar pessoas que precisam passar por amputações ou que nasceram com alguma
deficiência física, construindo próteses. Pois passei por uma situação
semelhante em minha vida, no qual precisei contar com a ajuda de bons
profissionais nesta área. E gostaria de retribuir toda ajuda e incentivo que
tive. Mostrando para as pessoas que não temos limitações para nada”, comentou
Ynaiá.
Maria
Eduarda Pires da Luz,
13 anos, pratica jogos de mesa como xadrez e tênis de mesa e consegue resolver
todos os cubos mágicos e quebra-cabeças tridimensionais das modalidades de
campeonatos oficiais. Ela já havia recebido muitas menções honrosas em
olimpíadas de matemática mas esta é sua primeira medalha. Pretende se formar em
arquitetura depois de fazer curso de edificações. “É a primeira vez que vou
viajar de avião. Estou feliz e ansiosa” disse Maria Eduarda.
Ela participou do projeto Clubinho de
Matemática da Secretaria Municipal de Cocal do Sul.
Lucas
Westfal,
16 anos, estuda
no Instituto
Federal de Santa Catarina, campus Criciúma.
Antes que conquistar ouro, Lucas já havia sido
premiado com duas medalhas de bronze e uma de prata na OBMEP e uma medalha de
prata na Olimpíada Regional de Matemática. Também participou da Olimpíada
Brasileira de Astronomia e Astronáutica – OBA – conquistando uma medalha de
bronze e duas pratas.
Ele pretende continuar aproveitando o que as
olimpíadas oferecem e fazer faculdade de engenharia ou seguir carreira em
pesquisa científica. Considera que o preparo para as olimpíadas de matemática é
uma tarefa difícil, mas simples. Estudou de forma regrada as apostilas
disponibilizadas pelo Programa de Iniciação Científica Júnior, disponibilizado
para medalhistas e plataformas como o Portal do Saber. “Qualquer conhecimento é
intragável sem não for prazeroso. Esse prazer pelo estudo e resolução de
desafios foi, sem dúvida, mérito de um bom ambiente familiar e estudantil, por
meio de projetos como o Clubinho da Matemática e professores dedicados que
tive. Quanto à premiação me sinto ansioso, pela primeira vez vou viajar para
tão longe, ainda em um veículo cujo interior só vi em filmes” informou Lucas.

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