terça-feira, 31 de julho de 2018

Medalhistas de ouro da 13ª OBMEP foram homenageados no Rio de Janeiro

Cerimônia realizada no Rio de Janeiro, dia 2 de agosto.

Ana Lúcia, Lucas, Maria Eduarda, Nicole e Amarildo. A Ynaiá não pode comparecer.
Maria Eduarda com a mãe Silvana e Lucas com a mãe Luciana.

  Os medalhistas de ouro da 13ª Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas - OBMEP 2017- Maria Eduarda Pires da Luz e Lucas Westfal, da Escola Cristo Rei, de Cocal do Sul, e Nicole dos Santos de Souza e Ynaiá dos Santos Sauter, da Escola Quintino Rizzieri, de Içara, receberão suas medalhas no Rio de Janeiro, quinta-feira, dia 2 de agosto. Estes são os únicos representantes da região da AMREC.
Os estudantes irão participar da abertura do Congresso Internacional de Matemáticos que acontecerá no Centro de Convenções Riocentro, na Barra da Tijuca.
O evento contará com a presença do Ministro da Educação Rossieli Soares da Silva, do Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações Gilberto Kassab e o Diretor Geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, Marcelo Viana.

Conheça os medalhistas
 Nicole dos Santos, 15 anos, está cursando mecatrônica no Instituto Federal de Santa Catarina, campus Criciúma. Esta é a terceira medalha de ouro que ela conquista na OBMEP, já foi premiada nos anos de 2015 e 2017. Também recebeu medalhas de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia – OBA – em 2016 e 2017.

A escola Quintino Rizzieri sempre disponibilizou aulas extras para os alunos interessados e este incentivo a ajudou a adquirir hábito pelo estudo da área. Além de frequentar as aulas, refazer as provas de edições anteriores foi indispensável para conseguir excelentes resultados. Desde pequena ela admite que seus sonhos eram ambiciosos. No 6º Ano, sonhar com uma medalha de ouro parecia algo muito distante e longe da sua realidade. Depois de muita dedicação e acreditar que eu podia, conseguiu. Por isso, acredita que o primeiro passo para conseguir algo grande é sonhar grande. Ela pretende continuar estudando ciências exatas e sente-se incomodada por ter poucas mulheres atuando na área e pela falta de atenção do governo com a educação no Brasil. Pretende fazer graduação no exterior e poder ajudar na transformação da sociedade.
“A matemática me abriu inúmeras portas e praticamente transformou a minha vida. Antes, não tinha tantas expectativas e sonhos, mas graças a esta grande iniciativa descobri um amor pela matemática. Sem dúvidas, ela pode continuar me transformando. São iniciativas e ideias boas que permitem o mundo estar em constante evolução. Espero ser uma profissional muito dedicada que possa ter iniciativas que permitam o mundo ser um lugar melhor”, afirmou Nicole.
Amarildo Felício foi o professor que mais a incentivou e sempre esteve ao seu lado durante o Ensino fundamental.




Ynaiá dos Santos Sauter, 14 anos, já conquistou uma medalha de prata (2016) e duas medalhas de ouro (2015 e 2017) no Prêmio ACIC de Matemática que é uma prova similar a da OBMEP.
Ela participava das aulas de matemática oferecidas pela escola no contraturno. No site da OBMEP, estudava todos os dias durante uma hora refazendo provas dos anos anteriores. Depois treinava as justificativas e mostrava as respostas para seus pais para verificar se eles compreendiam.
Um dia ela ouviu da mãe que fracassado não é o que tenta e erra, fracassado é o que nunca tenta. Esta frase a ajudou muito a não desistir, a se dedicar e a perceber que com esforço é possível chegar onde desejar.
Seus interesses estão direcionados para a medicina, na área de ortopedia ou na fabricação de próteses. “Gostaria muito de poder ajudar pessoas que precisam passar por amputações ou que nasceram com alguma deficiência física, construindo próteses. Pois passei por uma situação semelhante em minha vida, no qual precisei contar com a ajuda de bons profissionais nesta área. E gostaria de retribuir toda ajuda e incentivo que tive. Mostrando para as pessoas que não temos limitações para nada”, comentou Ynaiá.




Maria Eduarda Pires da Luz, 13 anos, pratica jogos de mesa como xadrez e tênis de mesa e consegue resolver todos os cubos mágicos e quebra-cabeças tridimensionais das modalidades de campeonatos oficiais. Ela já havia recebido muitas menções honrosas em olimpíadas de matemática mas esta é sua primeira medalha. Pretende se formar em arquitetura depois de fazer curso de edificações. “É a primeira vez que vou viajar de avião. Estou feliz e ansiosa” disse Maria Eduarda.
Ela participou do projeto Clubinho de Matemática da Secretaria Municipal de Cocal do Sul.

Lucas Westfal, 16 anos, estuda no Instituto Federal de Santa Catarina, campus Criciúma.
Antes que conquistar ouro, Lucas já havia sido premiado com duas medalhas de bronze e uma de prata na OBMEP e uma medalha de prata na Olimpíada Regional de Matemática. Também participou da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica – OBA – conquistando uma medalha de bronze e duas pratas.
Ele pretende continuar aproveitando o que as olimpíadas oferecem e fazer faculdade de engenharia ou seguir carreira em pesquisa científica. Considera que o preparo para as olimpíadas de matemática é uma tarefa difícil, mas simples. Estudou de forma regrada as apostilas disponibilizadas pelo Programa de Iniciação Científica Júnior, disponibilizado para medalhistas e plataformas como o Portal do Saber. “Qualquer conhecimento é intragável sem não for prazeroso. Esse prazer pelo estudo e resolução de desafios foi, sem dúvida, mérito de um bom ambiente familiar e estudantil, por meio de projetos como o Clubinho da Matemática e professores dedicados que tive. Quanto à premiação me sinto ansioso, pela primeira vez vou viajar para tão longe, ainda em um veículo cujo interior só vi em filmes” informou Lucas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário