| Grupo: Adauto, Ana, Marli, Élio, Gil, Juninho e Roberto |
Comecei a fazer trilhas com “As Meninas
do Sul”, de Criciúma. Depois conheci o Grupo Movimento, de Siderópolis, e a
operadora de turismo Roteiros do Sul, de Nova Veneza.
Um colega da faculdade me apresentou Élio
Wessler, uma pessoa que faz trilhas há mais de 30 anos. Ele participa do grupo “Sintonia
com a natureza” que é formado por amigos que curtem caminhar, entrar no mato e
sentir a energia da natureza.
Um dia, ele e a esposa Marli, marcaram
um encontro comigo e conversamos sobre o grupo. Descobri que não era aberto, ou
seja, para entrar era preciso ter afinidade e saber quais eram as condições básicas
para ser convidado. Combinamos que um dia eu iria com eles. Este dia chegou e a
trilha do momento foi uma que eu desejava muito fazer: Morro Cambirela, situado
no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, em Palhoça, Santa Catarina.
Fiquei curiosa sobre o significado do
nome e encontrei que segundo o dicionário tupi-guarani, o nome Cambirela vem de
kambi, que significa "seios de leite" e reya, que é
"muitos", provavelmente uma referência aos vários picos do Maciço do
Cambirela e as nuvens e cachoeiras que embelezam o morro.
Realizamos esta trilha no sábado, dia 7
de outubro. Fomos em sete pessoas e três cachorros que resolveram nos
acompanhar.
Subimos pela trilha da fazenda dos patos
e marrecos. É a via noroeste do morro. É uma trilha com muitas cordas e grampos.
Exige preparo físico e coragem. Alguns trilheiros ficam apavorados e somente
passam pelo ponto mais difícil porque enfrentam seus medos com todas as suas
forças. Foi o que aconteceu com um dos nossos colegas e com um dos cachorros. Enquanto
um buscava se acalmar ouvindo música, o outro latia ansioso porque não sabia
ainda como saltar e ultrapassar a barreira de pedras. Deu certo para os dois...
Chegamos
ao topo de 1042 metros depois de andar por mais de três quilômetros e de três horas,
com paradas para lanche e registro fotográfico. Lá do cume vimos o Rio Cubatão,
os municípios de Palhoça, São José e Florianópolis. Além da Baía Sul e da Ilha
de Santa Catarina podemos ver o Oceano Atlântico.
Sentei num ponto da trilha para comer um
ovo cozido e tomar chocoleite. Quando segui meu caminho perceberam que atrás de
mim, sobre uma bromélia, havia uma jararaca. Nem sempre estamos atendo aos
perigos. Felizmente, ela não se sentiu ameaçada por mim e não me atacou. Mas,
meu comportamento mudou a partir deste instante. Passei a observar mais onde eu
colocava a mão e o que havia no entorno.
Voltamos pela via da aresta leste do
morro, conhecida como trilha das Antenas, que inicia na BR 101. É um caminho
mais fácil, mas bem íngreme e montanhoso. Em muitos trechos há pedras e raízes.
Exige muito esforço das mãos como apoio e na busca de segurança para
ultrapassar as barreiras naturais. Em poucos locais há pequenas cordas que dão
apoio nas ultrapassagens dos trechos mais complicados. Demoramos um pouco mais
de duas horas para descer.
A partir de agora, quando eu passar
nesta parte da BR- 101, lembrarei do visual maravilhoso da região de
Florianópolis que só conhece quem desafiou o Morro Cambirela. E também, das pessoas
que foram comigo, dos três cachorros, das cordas, dos grampos e da jararaca...



Muito legal Ana, não tem como aumentar as fotos?
ResponderExcluirParabéns pelo seu trabalho.
ResponderExcluirMuito bacana.Belas fotos.
Vamos pra próxima.