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Um grupo de aproximadamente cem mulheres fez uma caminhada de sete quilômetros, tomou banho de rio e contemplou as belezas naturais da comunidade de Três Barras, em Orleans. Também tinham como objetivo alertar sobre os danos que a exploração de carvão mineral pode causar na região do costão da Serra Geral. O evento organizado pelo movimento popular Orleans Viva - Guardiões do Costão – MOV – aconteceu neste domingo, dia 17.
A caminhada teve o apoio do grupo Mulheres
na Montanha iniciado em 2005, no Rio de Janeiro, por nove mulheres que escalaram
a parede do Cantagalo, no bairro da Lagoa. Maryella Masseli, coordenadora em
Santa Catarina, conseguiu o aval deste grupo propondo a extensão do evento no
estado e teve licença para usar o nome e a logo nas camisetas. Ela não
compareceu porque seu filho nasceu há três meses. Por carta explicou que estas
ações têm como princípios alimentar o espírito feminino e a solidariedade,
promover atividades em meio à natureza e construir a consciência ambiental. “Por
aqui, não somos escaladoras e sim caminhantes porque que isso nos identifica
mais. Já realizamos eventos em Bom Jardim da Serra e em Urubici, onde moro. E agora,
para nosso orgulho acontecerá em Orleans. Esse lugar é sensacional e tem um
futuro promissor no ecoturismo. Fiquei muito empolgada quando soube da bandeira
ambiental que a resolveram levantar”, escreveu Maryella.
O movimento popular Orleans Viva - Guardiões
do Costão – MOV – foi formado em novembro do ano passado. Participam pessoas preocupadas
com os danos ambientais, afetando principalmente as nascentes de água, que a
extração do carvão pode provocar. Contam com o apoio de representantes de
movimentos de mulheres, agricultores e os comitês de bacias hidrográficas dos
municípios de Içara, Treviso e Urussanga. “Em setembro do ano passado o Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa
Catarina - SIESESC - conquistou na justiça o direito de explorar nosso
subsolo e reagimos. Temos leis municipais que impedem a mineração. Mesmo sendo
inconstitucionais serviram como um muro para evitar a exploração do carvão. Mas,
agora precisamos nos unir porque não queremos que nossos mananciais sejam contaminados
e deixar que o poder econômico cause destruições irreversíveis”, comentou a
vereadora Mirele Debiasi.
As organizadoras Nádia Massuco e Tayse Nicoladeli
organizaram momentos de yoga, meditação e contemplação. Um café colonial preparado
por três famílias da comunidade foi servido na casa do senhor Cristovão Crocetta.
“Com
sentimento de gratidão honre a comida posta sobre a mesa, e deguste, aprecie
cada sabor, cada cor. É momento somente de agradecer. Deixe que o sentimento
flua, que a mente se aquiete. Queremos que haja uma invasão, sim, mas uma invasão de
pessoas que venham contemplar e agradecer à mãe terra pela beleza da natureza e pelo ar puro
das montanhas”,
comentou Nádia.
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