sábado, 13 de abril de 2019

Caminhantes do Sol reúne 130 pessoas em Nova Veneza


A 9ª edição do evento Caminhantes do Sol reuniu 130 praticantes de ecoturismo que andaram durante seis horas num percurso de 12 quilômetros pelas ruas, estradas e trilhas de Nova Veneza. O evento foi realizado neste sábado, dia 13. Estiveram presentes pessoas dos três estados do sul, destacando-se Florianópolis e o percentual de mulheres que foi de 76%. O evento foi organizado pelo Instituto Allouata, pela operadora de turismo Roteiros do Sul e pela Associação Neoveneziana de Turismo (ANET).
Em alguns trechos do caminho foi preciso caminhar em fila indiana para desviar o chão encharcado, não enfrentar diretamente a vegetação e ter espaço para buscar apoio nos troncos das árvores. Um tambor era passado de mão em mão para ser tocado, fazendo alusão aos índios Xoklengs que foram os primeiros habitantes das serras catarinenses. Segundo o presidente do Instituto Allouata, Paulo Cadallora, é importante valorizar as pessoas que construíram a história da região. “Nosso objetivo é trazer mais gente para conhecer as belezas naturais, a história, a gastronomia e cultura do lugar onde vivemos”, comentou Cadallora.
O caminho da estrada centenária os levou até às casas construídas com barro e pedra de basalto no final do século XIX. O grupo Musical Eco di Venessia e os proprietários Ângelo Bortolotto e Nirlan Bortolotto fizeram a recepção. Ao lado deles estava o sobrinho e primo, Sérgio Sachet Júnior, com o filho de quatro meses no colo. Ele não conteve as lágrimas ao recordar os tempos que visitava os avós e ouvia as histórias da época da colonização. Frisou a necessidade de divulgar e preservar o patrimônio histórico local visando fortalecer a cultura. Comentou sobre a vida dura que seus antepassados tiveram e que não se pode julgar as ações deles naquela época porque não se conhece detalhes da realidade que viveram. “É difícil controlar a emoção que estou sentindo. Nasci em Florianópolis, mas passei muitos dias da minha infância neste lugar. Meu filho é a quarta geração de italianos e minha emoção maior é porque a caminhada veio para cá justamente quando ele nasceu. É muito forte minha ligação com esta casa, com a minha família e o amor por esta terra”, comentou Sachet.
A chefe do Grupo de Escoteiros Leão Baio de Treviso, Silvana Pessi De Mach, acompanhou dez dos seus membros. Dentre eles, estava Ana Clara Tournier, 11 anos, que considerou a trilha um pouco cansativa porque teve que subir muitos morros antes de entrar no mato. Ela explicou que buscou sentir-se segura apoiando-se na mão de outras mulheres e usando o cajado do amigo. Também afirmou que prefere mais caminhar no barro do que na poeira. “O barro é mais legal porque faz a gente se sujar e a poeira é ruim porque faz a gente tossir, disse a escoteira.
Os caminhantes foram recepcionados pelas personagens do Carnavale di Venecia, no Palazzo Delle Acque com um café colonial.

  
 
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário