domingo, 29 de dezembro de 2019

Palazzo Ducale e Cemitério


Mantova é famosa por sua arquitetura renascentista e por esbanjar arte e cultura. Ela foi dominada pela família Gonzaga por aproximadamente 400 anos. Em 2008, ela foi eleita Patrimônio Mundial da UNESCO e, em 2016, recebeu o título de Capital Cultural da Itália.

A frase atribuída a Sofocles afirma que "O trabalho humano mais bonito é ser útil ao próximo"  está em destaque no cemitério de Mantova.
Fui olhar alguns túmulos mais afastados e perdi meus amigos por alguns minutos. Fui até o portão e percebi a presença de uma homem negro. Olhei para ele e não falei nada porque não sei italiano. Não saí de lá para facilitar o reencontro com as pessoas que estavam comigo. Fiquei observando as pessoas que chegaram, pegavam uma bicicleta e retornavam sem muita demora.
Resolvi conversar com o homem negro. Ele tentou se comunicar comigo em inglês. Entendi que ele era da Nigéria, falei que era do Brasil e que havia chegado a poucos dias. Não consegui me comunicar bem, mas sei qual é o sorriso dele e pude sentir como é bom tentar falar mesmo com dificuldades. Percebi que alguns visitantes do cemitério deram moedas pra ele, mas não o vi pedindo, apenas dizendo "ciao".
Não sei porquê mas quando olho para os túmulos das madres, agradeço por não ter sido uma delas.
O Castelo San Giorgio faz parte do Palácio Ducale que é a  casa oficial da família Gonzaga é a segunda maior residência do tipo na Itália (o Vaticano é a maior). O complexo tem 500 quartos e várias galerias, basílicas, jardins e o castelo.

Mantova é cercada por três lagos artificiais que foram feitos no século XII. Eles são abastecidos com a água do rio Mincio, alimentado pelo Lago de Garda. Também havia um quarto lago, chamado Pajolo, usado como parte do anel de proteção da cidade. Mas, ele secou no século XVIII.

Teatro. Olhai e admirai!

A obra e o seu rascunho.

Obras em mármore branco. Olhai e admirai!

Visitamos e não fotografamos a parte interna da Basilica di Sant’Andrea porque respeitamos a proibição. Segue um texto de Claudia Liechavicius que explica a importância do lugar: "Segundo o catolicismo, um cálice com sangue de Cristo foi depositado na Igreja de Sant'Andrea Apóstolo, no ano de 36 d.C. trazido por um soldado romano de nome Longino que presenciou a agonia de Cristo na cruz. Conta a história que Longino atinge a costela de Jesus com a ponta de sua lança fazendo o sangue jorrar (em 33 d.C.). Esse sangue o cura de uma enfermidade. Então, ele se ajoelha aos pés de Jesus arrependido de seu ato e percebe o poder divino do homem crucificado. Imediatamente, ele recolhe parte da terra molhada pelo sangue, o coloca numa pequena caixa e parte levando consigo essa preciosidade. Três anos depois, a tradição diz que Longino chega à Mantova e antes de ser decapitado pela Inquisição, ele esconde a relíquia junto ao templo romano de Diana, onde hoje fica a cripta da magnífica Basílica de Sant'Andrea Apóstolo. Em 804, o papa Leão III, autenticou a relíquia. O fato caiu no esquecimento do povo e mais tarde foi novamente encontrada. Em 1048, sua veracidade foi reconfirmada pelo papa. Mantova, então, tornou-se local de peregrinação de massa e passou a ser visitada por papas e imperadores. Atualmente, uma vez ao ano, na sexta-feira santa, duas cópias do cálice sagrado são expostas à visitação".

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