Disciplina: Gêneros e formatos jornalísticos
Professor: Davi Carrer
Férias
nem sempre são férias
Texto:
Ana Lúcia Pintro
Dezembro
de 2019. Férias chegando para a estudante de jornalismo, Natasha Monteiro, 21 anos,
moradora do Bairro Mina União. Hora de jogar tudo para o alto, viajar para
lugares desconhecidos, caminhar na praia a hora que desejar, assistir as séries
preferidas e dormir quanto quiser? Não! As férias são da faculdade e não do
trabalho.
De
um lado o Departamento de Comunicação da Prefeitura Municipal de Criciúma
precisa que ela comunique à população informações importantes sobre o IPTU.
Várias matérias sobre o mesmo assunto. Avisa antecipadamente que o carnê está
disponível para os munícipes, informa sobre os direitos à isenção do pagamento,
explica sobre a taxa de lixo cobrada na mesma guia e alerta que o prazo para
pagamento em cota única está vencendo.
Do
outro, a Faculdade Esucri exige que ela atualize as informações, coloque foco
em matérias publicitárias e mostre suas ações sociais.
Dias
úteis sem descanso, fim de semana se aproxima e vai dar para passear em Lages.
Esquecer dos problemas e relaxar? Não! O útero da mãe e o fígado da tia mexem
com seus sentimentos e exigem que ela desafie as barreiras que vão surgindo. É
momento de dar atenção à tia Cristiane Monteiro que aos 40 anos está tratando
um câncer. Mas, está dor é somada aos problemas de saúde da própria mãe que
precisa retirar um cisto do útero e ainda tem uma pedra no rim.
A
mente busca as palavras certas para contar os fatos que os leitores de jornais
e portais de notícias precisam ler. Para que o texto evolua é preciso que as
histórias da sua vida sejam guardadas na caixa do lembrar depois.
O
trabalho é sua distração mesmo não sendo seu lazer. Natasha precisa esquecer de
pessoas que ama para poder ajudá-las. Por isso, corre de uma redação para a
outra buscando recursos para a sua sobrevivência e na esperança de poder
aumentar a sobrevida de quem depende do seu dinheiro para ter o remédio.
O
percurso da prefeitura até a sede da faculdade é testemunha da determinação e
da força desta jovem. Por ele, ela caminha apressadamente todos os dias
acreditando que dias melhores estão chegando. E, que um dia terá férias de
verdade.
Saindo
da zona de conforto: uma jornalista na Europa
Texto:
Natasha Monteiro
Uma
viagem que ficará na eternamente na lembrança. Durante trinta dias, a acadêmica
de jornalismo da Faculdade Satc, Ana Lúcia Pintro realizou um tour por países
da Europa, principalmente pela Itália e Polônia. A férias foram especiais, pois
ensinaram para Ana o resultado de sair da sua zona de conforto e que o céu é o
limite.
A
cidade dos gladiadores, Roma, a fascinou com as ruínas do Fórum Romano,
considerado o principal ponto de encontro do mundo, o Circo Máximo onde
aconteciam as corridas de bigas, o templo pagão conhecido como Pantheon que
passou a abrigar uma igreja católica e o local da prisão e suplício do apóstolo
São Paulo. A Praça e a Basílica de São Pedro estavam quase vazias devido à
época do inverno e fim dos dias festivos.
“O
que mais me emocionou foi a exposição do Egito no Museu do Vaticano. É
fantástico estar diante de peças originais como a escrita cuneiforme dos povos
fenícios, múmias, sarcófagos, pinturas e estátuas de mármore”, comentou.
Campo de Auschwitz
Principal
“palco” do holocausto nos anos da Segunda Guerra Mundial, o campo de Auschwitz, na Polônia é aberto a visitação por pessoas de todo
o mundo. Ana escolheu o local pela sua história. “Foi
um dia que não sorrimos. Andamos por sete horas nos dois campos abertos para
visitação. Não preciso falar muito sobre este lugar porque quase tudo o que eu
sei, as pessoas já estudaram, leram, viram em filmes e noticiários. Mas, o que
eu senti, poucos sentiram. Não dá pra explicar”, frisou.
Histórias para contar
Na ida para Auschwitz, Ana e uma amiga utilizaram um aplicativo de transporte de passageiros. Por não identificarem a língua do motorista,
a comunicação se tornou complicada, mas com o auxílio do Google tradutor, tudo
se esclareceu. “Passamos por um pedágio e não tínhamos a moeda local, somente
euro, foi difícil. O motorista falava russo, a atendente do pedágio polonês e
nós não sabíamos nem o inglês, lembrando agora foi engraçado”, concluiu Ana.

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