sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Como foram as férias da sua colega?

Disciplina: Gêneros e formatos jornalísticos
Professor: Davi Carrer
Férias nem sempre são férias
Texto: Ana Lúcia Pintro

Dezembro de 2019. Férias chegando para a estudante de jornalismo, Natasha Monteiro, 21 anos, moradora do Bairro Mina União. Hora de jogar tudo para o alto, viajar para lugares desconhecidos, caminhar na praia a hora que desejar, assistir as séries preferidas e dormir quanto quiser? Não! As férias são da faculdade e não do trabalho.
De um lado o Departamento de Comunicação da Prefeitura Municipal de Criciúma precisa que ela comunique à população informações importantes sobre o IPTU. Várias matérias sobre o mesmo assunto. Avisa antecipadamente que o carnê está disponível para os munícipes, informa sobre os direitos à isenção do pagamento, explica sobre a taxa de lixo cobrada na mesma guia e alerta que o prazo para pagamento em cota única está vencendo.
Do outro, a Faculdade Esucri exige que ela atualize as informações, coloque foco em matérias publicitárias e mostre suas ações sociais.
Dias úteis sem descanso, fim de semana se aproxima e vai dar para passear em Lages. Esquecer dos problemas e relaxar? Não! O útero da mãe e o fígado da tia mexem com seus sentimentos e exigem que ela desafie as barreiras que vão surgindo. É momento de dar atenção à tia Cristiane Monteiro que aos 40 anos está tratando um câncer. Mas, está dor é somada aos problemas de saúde da própria mãe que precisa retirar um cisto do útero e ainda tem uma pedra no rim.
A mente busca as palavras certas para contar os fatos que os leitores de jornais e portais de notícias precisam ler. Para que o texto evolua é preciso que as histórias da sua vida sejam guardadas na caixa do lembrar depois.
O trabalho é sua distração mesmo não sendo seu lazer. Natasha precisa esquecer de pessoas que ama para poder ajudá-las. Por isso, corre de uma redação para a outra buscando recursos para a sua sobrevivência e na esperança de poder aumentar a sobrevida de quem depende do seu dinheiro para ter o remédio.
O percurso da prefeitura até a sede da faculdade é testemunha da determinação e da força desta jovem. Por ele, ela caminha apressadamente todos os dias acreditando que dias melhores estão chegando. E, que um dia terá férias de verdade.

Saindo da zona de conforto: uma jornalista na Europa
Texto: Natasha Monteiro

Uma viagem que ficará na eternamente na lembrança. Durante trinta dias, a acadêmica de jornalismo da Faculdade Satc, Ana Lúcia Pintro realizou um tour por países da Europa, principalmente pela Itália e Polônia. A férias foram especiais, pois ensinaram para Ana o resultado de sair da sua zona de conforto e que o céu é o limite.  
A cidade dos gladiadores, Roma, a fascinou com as ruínas do Fórum Romano, considerado o principal ponto de encontro do mundo, o Circo Máximo onde aconteciam as corridas de bigas, o templo pagão conhecido como Pantheon que passou a abrigar uma igreja católica e o local da prisão e suplício do apóstolo São Paulo. A Praça e a Basílica de São Pedro estavam quase vazias devido à época do inverno e fim dos dias festivos. 
“O que mais me emocionou foi a exposição do Egito no Museu do Vaticano. É fantástico estar diante de peças originais como a escrita cuneiforme dos povos fenícios, múmias, sarcófagos, pinturas e estátuas de mármore”, comentou.

Campo de Auschwitz 
Principal “palco” do holocausto nos anos da Segunda Guerra Mundial, o campo de Auschwitz, na Polônia é aberto a visitação por pessoas de todo o mundo. Ana escolheu o local pela sua história. “Foi um dia que não sorrimos. Andamos por sete horas nos dois campos abertos para visitação. Não preciso falar muito sobre este lugar porque quase tudo o que eu sei, as pessoas já estudaram, leram, viram em filmes e noticiários. Mas, o que eu senti, poucos sentiram. Não dá pra explicar”, frisou.

Histórias para contar 
Na ida para Auschwitz, Ana e uma amiga utilizaram um aplicativo de transporte de passageiros. Por não identificarem a língua do motorista, a comunicação se tornou complicada, mas com o auxílio do Google tradutor, tudo se esclareceu. “Passamos por um pedágio e não tínhamos a moeda local, somente euro, foi difícil. O motorista falava russo, a atendente do pedágio polonês e nós não sabíamos nem o inglês, lembrando agora foi engraçado”, concluiu Ana.

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