Era uma vez um menino que morava numa
pequena cidade chamada Cocal do Sul. Ele vivia no mundo da lua desenhando os
personagens que gostava, criando histórias e desenvolvendo sua sensibilidade
com os recursos das artes visuais. Aos nove anos seus olhos brilharam
assistindo videoclipes de rock. No dia do aniversário de dez anos ganhou sua
primeira guitarra. O tempo passou, ele cresceu no tamanho e na aprendizagem. E,
agora, aos 17 anos, compôs e interpretou a música Incertezas. Seu nome artístico é Vittor Souza
e seu trabalho está sendo lançado nas plataformas digitais neste início de
dezembro.
A inspiração para a canção surgiu no
começo do isolamento social enquanto Victor relaxava para a prática da
meditação. Cantarolando o refrão, ele decidiu escrever a letra na primeira
pessoa. “Eu quis falar sobre uma relação onde uma das pessoas relembra a outra
que se foi e tem esperanças de que um dia volte. E ela conclui que mesmo que
demore um tempo, ou não volte nunca mais, o que importa é que os dois
transformaram aquele amor em algo maior. Seja numa amizade, numa boa lembrança
ou num filho”, explicou o compositor.
A família de Vittor sempre foi muito
musical. Pedro, o avô fez parte da dupla caipira Tarciso e Teixeira. A avó Leci
cantava por prazer. O pai ainda canta e toca violão. Ele tem três violões, duas
guitarras, um cavaquinho e uma viola caipira que ganhou do avô. No final do ano
pretende comprar um teclado porque é apaixonado e sente-se motivado por Guilherme
Arantes.
Por não ter onde estudar guitarra, começou
a frequentar aulas de violão durante um ano e depois iniciou uma fase
autodidata. Descobriu que sua paixão estava mesmo neste instrumento, por mais
que amasse os solos gigantescos do rock e os espetáculos vocais. A partir de
2015 seus ídolos mudaram. Passou a ser mais um grande fã de Renato Russo e
descobriu músicas que tinham letras mais sofisticadas e poéticas. “Logo depois conheci
toda turma dos poetas do Rock Nacional, como Cazuza, Humberto Gessinger,
Frejat, Lobão e Nando Reis. Hoje, minhas influencias continuam sendo um pouco
do rock, mas também vem grande parte dos nomes da MPB e Bossa Nova como Tom
Jobim, Vinicius de Moraes, Zé Ramalho, Roberto Carlos, Djavan, e entre tantos
outros”, comentou.
O amigo Arthur Saraiva o motivou a compor
algumas canções para uma banda que tinham e que acabou sem deixar um nome para
registro. Foi nestes ensaios que nasceu a primeira música autoral. Flor de Anêmona
era uma das quatro músicas de um EP caseiro lançado no You Tube. Ela também foi
tocada nos festivais da Escola Cristo Rei. Mas, agora não está mais no ar
porque Victor considera que não representa o trabalho mais profissional que ele
quer apresentar. Com a ajuda do produtor Fernando Albuquerque, uma nova etapa
inicia com Incertezas que está disponível nas plataformas digitais Spotify,
Deezer, Google Play Music e Youtube.
Contatos com Victor de Souza podem ser feitos no Instragram @vittorsouza.musicas
INCERTEZAS
Composição e interpretação de Victor
Souza
Meus olhos exalam tintas que visam desenhar seu retrato
Pra lembrar o seu rosto, decifrar
As entrelinhas que rimam se corpo.
Concebi uma miragem, sonho e intuição
Me veio a sua imagem, feito signo da perfeição
E eu me lembrei das palavras que deixastes pra mim
Só assim, pude inspirar o ar que vive aqui.
Por hoje
Deixei as incertezas fluírem as perguntas que vão decidir
Se nosso afeto vai brilhar, ou se há de ruir
Os sopros da vida vão trilhar as esquinas até
Nossas almas reencontrar, o amor despertado
Pelo beijo que ficou, anos atrás.
Meus olhos se perdem sempre que lembro
Do sabor do silencio a unir nossos corpos
Dedicados ao mesmo prazer
Transcendendo momentos levados pela carruagem do tempo.
Por hoje
Deixei as incertezas fluírem as perguntas que vão decidir
Se nosso afeto vai brilhar, ou se há de ruir
Os sopros da vida vão trilhar as esquinas até
Nossas almas reencontrar, o amor despertado
Pelo beijo que ficou, anos atrás.
O Tempo que for eu aceito
Pois o que importa é a semente
Germinada em nosso leito.


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