todos somos iguais, que ninguém é melhor do que ninguém, fechem os olhos e vão entender o que isso significa” disse Inácio.
O motivo do convite deve-se ao interesse dos estudantes pelo cubo mágico e o palestrante ser um exemplo de uma pessoa que apesar de ter perdido totalmente a visão, aceitou o desafio de aprender a resolver o cubo mágico 2x2x2, 3x3x3 e pyraminx. A diretora Ana Paula Medeiros Trombim considera importante trabalhar valores que promovam as diversidades, transmitindo sentimentos de acolhimento e aceitação. “Passamos uma mensagem de superação. Mostrar que temos condições de enfrentar obstáculos e ter uma vida feliz. Mesmo com limitações, é possível que cada um se encaixe na sociedade porque todos temos um papel importante para exercer”, concluiu.
O palestrante explicou aos estudantes como se portar quando quiserem ajudar as pessoas com deficiência. “Primeiro pergunte se ela precisa de auxílio, pode ser que não necessite. Não precisa gritar porque o cego não é surdo. Não precisa pegar pelo braço e puxar como se fosse um saco de batatas. Isso acontece muito”, lamentou Inácio.
A Associação de Deficientes Visuais do Sul – ADVISUL- foi presenteada com dez cubos mágicos adaptados. Os objetos foram idealizados pelo professor de matemática, Armando Paulo da Silva, e pela professora de Ciências, Solange Margarida Campioto da Silva. O casal mora em Cornélio Procópio, no Paraná. Eles usaram chatons que são peças de artesanato, lisas de um lado e com algum tipo de desenho geométrico do outro. Estas peças substituem as cores e o relevo permite a identificação. Um trabalho foi iniciado no começo de dezembro com o objetivo de incentivar e conquistar o interesse dos seus membros para que também aprendam a resolver o cubo mágico tradicional.

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