Em 1974 o húngaro Erno Rübik criou um quebra-cabeça tridimensional conhecido em nosso país como cubo mágico. Cinquenta anos depois, campeonatos estão se espalhando em todo o mundo. Um deles aconteceu na tarde deste domingo, dia 26, no Nações Shopping, em Criciúma. O 2º Campeonato Amador de Cubo Mágico organizado pela empresa Jogaderia premiou nove competidores com medalhas e um troféu. Bernardo Pereira Westrup, 10 anos, estudante do 5º Ano do colégio Marista, conquistou o primeiro lugar com um tempo de 15,5 segundos.
Dois alunos da escola Cristo Rei foram premiados com medalhas. Kauâ Zaccaron Ghellere, 8º Ano, ficou em segundo lugar com um tempo de 16,33 segundos e Cauã de Melo, 6º Ano, em oitavo lugar com um tempo de 34,91 segundos. “Eu fui punido com dois segundos porque não virei totalmente a última camada. Perdi o troféu por menos de um segundo. Mas, fui muito melhor que no ano passado”, comemorou o Kauã.
O cubo mágico é um esporte da mente que atrai principalmente competidores do sexo masculino. Dentre os 35 competidores, apenas quatro eram meninas. Dentre elas, Giovana Martins, 13 anos, estudante do 7º ano. A adolescente tem algo em comum com Marx Park, o atual recordista mundial de cubo mágico nas modalidades 3x3x3, 4x4x4, 5x5x5, 6x6x6, 7x7x7 e 3x3x3 com apenas uma mão. Ambos foram diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista – TEA.
A mãe de Giovana, Graziella Terezinha Alves, lembra que a filha sempre foi quieta, tímida e não gostava de barulho. Com o passar do tempo, as dificuldades em interagir com outras pessoas, o desinteresse por atividades físicas e a seletividade na alimentação começaram a atrapalhar tanto no aprendizado, como na vida social. Com ajuda de médicos e especialistas chegaram aos diagnósticos de TEA e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade – TDAH. “Ficamos orgulhosos em ver ela participando, isso representa uma evolução maravilhosa. Ela disse que no primeiro momento não estava sentindo o corpo. Ficou nervosa, com as mãos geladas. Mas, que gostou de ter superado esse desafio, que quer participar mais vezes e sentir essa sensação de vencer esse medo do público”, comentou Graziella.
Bárbara Stackoski, diretora da Escola Cristo Rei, de Cocal do Sul, acompanhou um grupo de oito estudantes. Segundo ela, vivemos num mundo onde tudo se volta para jogos eletrônicos e é satisfatório saber que ainda existem pessoas que dedicam tempo para explorar o raciocínio lógico, a interação e mediação com o outro. “Foi muito bom poder participar novamente deste campeonato, ver a felicidade com que se dedicam para fazer bonito. Como educadores, é nosso dever incentivar sempre os estudantes para que participem e superem seus limites”, enfatizou a gestora.


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