terça-feira, 25 de março de 2025

Estudantes da região testam habilidades de raciocínio e lógica no Concurso Internacional Canguru de Matemática

Os três municípios inscreveram 7888 estudantes matriculados em turmas do 3º ao 9º Ano.

Estudantes do 3º ao 9º Ano dos municípios de Criciúma, Içara e Cocal do Sul participam da 17ª edição do Concurso Internacional Canguru Matemática Brasil. As provas são divididas em seis níveis, de acordo com a escolaridade dos alunos, e consistem em questões de múltipla escolha de dificuldade crescente. Elas estão sendo aplicadas entre os dias 20 e 27 de março nas salas de aula das escolas participantes. Está prevista para o dia 2 de junho a divulgação dos premiados com menção honrosa e medalhas de prata, ouro e bronze.

A maioria das escolas da rede municipal de educação de Criciúma realizará as provas nos dias 25 e 26 de março. Foram inscritos 6617 estudantes, sendo aproximadamente 2900 alunos dos Anos Iniciais e 3700 alunos dos Anos Finais. Segundo a coordenadora dos clubes de matemática, Karine Mrotskoski, há um trabalho sendo executado por 15 professores nos clubes de matemática atuando em 16 escolas, atendendo 525 estudantes e efetivando ações que qualificam o ensino. “Desde 2022, após a pandemia, seguimos incentivando essa iniciativa. A cada ano, mais escolas entram no desafio. Para apoiar essa participação fizemos as impressões das provas e celebramos as conquistas dos estudantes em eventos. Neste ano, também efetuamos o pagamento das inscrições”, informou a secretaria municipal de Educação, Geovana Benedet Zanette.


 A competição é administrada globalmente pela Associação Canguru sem Fronteiras. Todos os estudantes são cadastrados e recebem um login e senha para acessar a área do estudante da plataforma Canguru. A organização emitirá um relatório de desempenho individual onde será analisado o índice de acerto das questões fáceis, médias e difíceis do estudante. Eles também terão acesso ao número de acertos em álgebra, geometria, números e lógica. O portal disponibilizou questões de provas anteriores, um simulado e um vídeo com explicação detalhada das resoluções. Joaquim Schefer D’agostim, 8 anos, estuda na turma do 3º Ano da escola Padre José Francisco Bertero. “Eu assisti um vídeo que explica como resolver as questões de 2023. Não vi tudo porque fiquei cansado e minhas orelhas começaram a doer por causa do fone, mas gostei bastante” comentou o menino.

Cocal do sul participará das provas com 1271 estudantes. As turmas do período vespertino da escola Cristo Rei participaram de um treinamento coletivo. Foram orientados a deixar as questões que não sabem em branco porque é descontado 25% do valor da pontuação em caso de erro. Miguel Padilha e Miguel Feliciano Mateus, do 6º Ano, avaliaram que as algumas questões podem ser resolvidas mentalmente e outras tinham respostas lógicas simples gerando desconfiança e por isso, demoraram mais tempo do que precisavam.

Içara inscreveu 626 alunos. Segundo o professor Robson Cechinel, a escola Quintino Rizzieri incentiva a participação dos estudantes em diversas olimpíadas e concursos porque acredita que essas experiências contribuem significativamente para o desenvolvimento dos educandos. “Esse incentivo vem da Secretaria de Educação, que valoriza e apoia iniciativas que enriquecem o ensino. Meus colegas de área concordam que ela é uma excelente oportunidade para os estudantes fortalecerem o raciocínio lógico e a resolução de problemas”, justificou Cechinel.

História do concurso

Há mais de 40 anos, o matemático australiano Peter O’Halloran e seus colegas criaram uma competição de matemática divertida, baseada em questões de raciocínio lógico e com perguntas de múltipla escolha. Inspirados nesse modelo, os franceses André Deledicq e Jean-Pierre Boudine adaptaram a competição para a França em 1991. O nome Canguru, animal símbolo da Austrália, foi escolhido como homenagem ao país que deu origem a uma ideia que tem como objetivo desenvolver habilidades matemáticas no espaço educacional. 


 

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