sábado, 28 de julho de 2018

Um pouco do que penso que aprendi em Minas Gerais






Doze copos de água e doze pães alinhados no cemitério onde está enterrado Chico Xavier mexeram com meus sentimentos. Eu ia julgar quem fez aquilo quando senti bater forte em mim o quanto somos seres humanos com formas distintas de agir, pensar, fazer escolhas e viver. É preciso respeitar as dores, os medos, as buscas, a história, os projetos e os sonhos de cada um. Algo moveu aquela pessoa a fazer o cenário para minha fotografia, assim como havia algo me movendo para estar naquele lugar.
Decidi participar do Campeonato Brasileiro de Cubo Mágico, em Uberlândia. Depois disso, resolvi conhecer Uberaba, motivada por participar há quase oito anos de grupos de estudos espíritas, na Casa Seara de Jesus, em Criciúma.
Eu queria fazer a viagem, mas não queria ficar sozinha. Fui convidada a ficar na casa dos pais do organizador do campeonato, em Uberlândia. Enviei mensagens para casas espirítas de Uberaba e uma pessoa respondeu e me orientou, preocupada com a possibilidade de que eu me decepcionasse. Aos poucos tudo foi se encaixando e contantemente estive acompanhada por pessoas muitos boas e positivas, que se respeitavam mutuamente. Lembrei da física quântica, assunto que sou leiga, mas que trata do poder dos nossos pensamentos. Este poder que está relacionado com a lei de causa e efeito, com a colheita do que se planta e com o merecimento.
Conheci a casa onde morou Chico Xavier. Muitos livros, muitas fotos! Um jardim, um corredor com flores! Fiquei um pouco emocionada num certo momento. Dou um pouco insensível, admito! Sou uma pessoa que acredita na fé e nas experiências espirituais dos outros. Não sou assim porque quero. Também não sei porque tenho tantas dúvidas, porque estou sempre tendendo a acreditar que sou apenas um ser que um dia se desintegrará e mesmo assim permaneço nesta busca por entendimento. Continuo me consolando na frase que me tocou profundamente: “Que Deus seria este se coubesse na minha inteligência?”
Estive na Casa da Prece. Éramos trinta pessoas aproximadamente. O tema do evangelho era sobre os falsos profetas. Todos fomos convidados a participar. Então, percebi que as pessoas ao redor da mesa não eram da casa. Parecia o meu grupo de estudos Paulo de Tarso conversando, dando opinião, interpretando e manifestando sentimentos. Uma senhora de Caxias do Sul/RS, contou emocionada que ela é uma das “mães de Chico”. Pessoas que moram ou moraram no Rio de Janeiro manifestaram seu pessimismo em relação ao futuro. A igreja que explora os fiéis foi citada. A Igreja que explora e salva foi defendida. Um homem de São Paulo disse que ele entrava em igrejas somente quando esta mal e eu disse que sempre fiz o contrário.
Eu não queria carta psicografada de pessoas que foram importantes em minha vida, mas sentia necessidade de participar deste momento. Gosto de viver e não imaginar! Vi pessoas emocionadas recebem cartas de entes queridos psicografadas pelo médium Luis Claúdio, no Hospital do Pênfigo. Enquanto isso, um palestrante disse algo que jamais esquecerei porque fez muito sentido para mim. Ele explicou que sofremos porque estamos aprendendo a amar!
Volto um pouquinho diferente. Acho que a cada dia assimilo melhor a mensagem do escritor Tolstoi: “Não existe grandeza onde não há simplicidade, bondade e verdade.”
Uma frase no instagram ficou em minha memória por afirmar que no futuro, oferecer a amizade será algo muito natural. Já estou vivendo isso e volto para casa feliz por estar abrindo janelas que me mostram outros mundos.


4 comentários:

  1. Ana! Lhe admiro por ser sincera em seus depoimentos e por procurares as respostas para suas dúvidas .
    Estais no caminho do bem...
    Obrigada por sua Amizade.

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  2. Belo artigo. Um depoimento de grande profundidade. Uma viagem inesquecível. A vida nos reserva aprendizados. Siga em paz. Luiz Carlos de Souza.

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