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| Intagram: @portanovaguilherme |
A aula da disciplina de Telejornal,
do curso de Jornalismo da Faculdade SATC foi à distância. Isolados pelo
coronavírus e unidos pela vontade de aprender participamos de uma live com o editor-chefe
do Jornal da Record TV, Guilherme Portanova.
“Se quiser entender o que está
acontecendo no Brasil, em tudo o que você vê pense no Itaú, que neste caso, representa
um grupo de bancos. A mídia obedece ao sistema econômico.” Está afirmação do
Portanova foi a que mais me marcou, mesmo não sendo novidade. Para mim, ele
esclareceu que a Globo não é comunista como gritam por aí, também não quer este
governo fora porque gosta do Ministro da Economia e também do Ministro da Justiça.
Sobre as mudanças no rumo do
jornalismo conversamos muito. Ele afirmou que o isolamento devido ao
coronavírus amparado nas novas tecnologias (que já estava pronta neste momento)
está mudando os hábitos no jornalismo. Reforçou a lei natural no jornalismo:
quando uma estrutura encolhe, dá lucro aos seus donos, nunca mais será ampliada.
A entrada ao vivo de repórter sem
câmera, para ele, é uma tragédia do ponto de vista social. Em breve, o mercado
será muito alterado por isso tudo, a chance de ganhar espaço para quem faz tudo
será maior. A Record negou estes aplicativos porque não quer demitir
cinegrafistas, nem deixar repórter sozinho na rua por questões de segurança.
Ele falou da estética perfeita
que foi quebrada. Hoje as pessoas dão
entrevistas pelo celular e por Skype, imagens tremidas são veiculadas e os
entrevistados entram no ar de qualquer lugar.
Nestes dias, o jornal local
passou a ser internacional. Foi preciso
desapego de algumas pautas.
Questionado sobre as agressões sofridas
recentemente pelo jornalista Caco Barcelos, Portanova, lembrou que a violência é
negada em nosso país e estes são os riscos da profissão. E, que Barcelos é o símbolo
de uma emissora que cresceu cometendo abusos.
Falou sobre a liberdade de imprensa
e o acesso à informação. Citou as atitudes irresponsáveis da mídia em relação
aos governos e questionou a quebra da constituição. Salientou que todos os
jornalistas deveriam passar uma temporada em Brasília para entender porque
tanto se diz que nosso país não é para amadores.
Disciplina: Telejornal
Professora: Lize Búrigo
Acadêmica: Ana Lúcia Pintro

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