domingo, 29 de março de 2020

Esportes da mente em pauta

Comissão organizadora do Cebem
   Os esportes da mente quase não têm espaço nas ações do governo e nas mídias sociais. São tantos, mas as pessoas conhecem poucos. O mais famoso é o xadrez. Os jogos eletrônicos começam a conquistar terreno por causa da internet e pela perspectiva de lucro. Há muitos outros que estão isolados, como o Othello, Gamão, Go, Cubo Mágico, Poker, Damas, Mancala e Bridge. Eles sobrevivem porque há voluntários apaixonados que planejam, buscam apoio e organizam eventos e campeonatos.
   O xadrez foi reconhecido por lei como esporte da mente, em 1945. Quase meia década depois, em 1994, passou a ser um esporte olímpico. O reconhecimento do seu poder educativo garantiu lugar nos currículos escolares de muitas instituições.
   Os esportes eletrônicos estarão presentes nas próximas olimpíadas como demonstração. A internet, as redes sociais e o mundo jovem digitalizado garantem sua disseminação. O seu poder econômico lhe dá força para abrir fronteiras.
Defensores dos esportes da mente sentiram que precisam se unir. Realizaram uma reunião para organizar a fundação do Centro Brasileiro de Esportes da Mente (Cebem), em dezembro de 2017, na cidade de São Paulo. Posteriormente, foi criado o Grupo de Pesquisas dos Esportes da Mente que tem como proposta o desenvolvimento de estudos, pesquisas e intervenções relativos às diversas temáticas componentes dos esportes da mente. O foco são as questões sociais, interações, relacionamentos, fatores cognitivos, bem como os diversos contextos nos quais são praticados, como lazer e ambientes competitivos e educacionais. Entendeu-se que é preciso ter fundamentação científica para defender estes esportes tão importantes para a formação humana.

   O Brasil é um país que investe pouco em esportes. Com exceção do futebol, todos reclamam. Se aqueles que são reconhecidos sofrem, imagine aqueles que muitos brasileiros nem imaginam que existe! As vozes que lutam pelos esportes da mente deveriam ser ouvidas com seriedade. Os governos não deveriam abandonar os projetos nas gavetas. E, a imprensa deveria ser mais curiosa porque ela tem o poder de auxiliar na popularização destes jogos. Tudo o que auxilia na formação humana merece destaque porque tem relevância social. É pauta importante sempre.

Este é um trabalho realizado para a disciplina de Gêneros e Formatos Jornalísticos, do curso de jornalismo da Faculdade SATC. Escolhi escrever uma carta dentro do gênero jornalismo opinativo.

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