domingo, 7 de novembro de 2021

Em Criciúma, 380 alunos participam da 2ª fase da 16ª OBMEP



Três centros de aplicação das provas da 2ª Fase da 16ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e Privadas (OBMEP) receberam 380 alunos, neste sábado, dia 6. Os polos localizaram-se nas escolas Governador Heriberto Hulse, Cedup e Hercílio Amante. Os coordenadores André Ferreira e Simone da Silva Pereira informaram que as taxas de comparecimento foram de mais de 76% no Ensino Fundamental e de 50% dos no Ensino Médio. “Mais de 66% dos 576 inscritos compareceram para realizar as provas. Apesar da ausência de 176 alunos, superamos as expectativas porque a pandemia interrompeu parte do trabalho que estávamos fazendo nas escolas”, avaliou Simone.

A prova teve duração de três horas e era composta de seis questões discursivas, nas quais os participantes precisaram mostrar os cálculos e o raciocínio utilizados para resolver os problemas. A Rede Municipal de Educação de Criciúma ofereceu treinamento para os participantes das oito escolas que aderiram ao Projeto dos Clubes de Matemática. A coordenadora Karine Mrotskoski explicou que as atividades são pensadas a partir de jogos, desenvolvendo a capacidade de criar estratégias na resolução de problemas e o raciocínio lógico e, também, com inspiração em problemas de olímpiadas de Matemática.

As professoras constataram que nesta edição os alunos foram mais persistentes e ficaram até o final aproveitando o tempo. “Estavam mais comprometidos. Os veteranos relataram que conseguiram realizar toda a prova pela primeira vez. Isso me deixou muito feliz”, comentou a professora Ana Fortunato Rosset da escola municipal Jorge da Cunha Carneiro. “Senti eles apreensivos, um pouco nervosos com a expectativa. Achei importante voltar a viver estes momentos que foram interrompidos no ano passado devido à pandemia”, comentou a professora Ana Paula Colonetti Martins, da escola Pascoal Meller.

 Karoline Búrigo Dias, aluna do 9º ano da escola Padre José Francisco Bertero confessou estar admirada porque nos anos anteriores após 45 minutos muitos estudantes entregavam as provas e desta vez, todos da sua turma ainda estavam na sala depois de duas horas e meia. “A prova estava muito difícil, mas eu tentei dar uma resposta e talvez pelo processo de desenvolvimento eu posso ganhar pontos. Fique até o último minuto. O que vale é a intenção, é a experiência, é o conhecimento adquirido”, analisou a estudante.

A OBMEP foi criada em 2005 para estimular o estudo da matemática e identificar talentos na área. A 16ª edição deveria ter acontecido no ano passado, mas foi cancelada devido à pandemia. Tem como objetivos contribuir para a melhoria da qualidade da educação básica e promover a inclusão social por meio da difusão do conhecimento. Além disso, busca identificar jovens talentos e incentivar seu ingresso em universidades, nas áreas científicas e tecnológicas.

Os resultados da Prova Brasil de 2017 divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - Inep – evidenciam a deficiência do ensino. No Brasil, apenas 18% dos alunos do 9º Ano aprenderam o adequado em matemática, enquanto que em Criciúma este índice é de 27%. Em nosso país, apenas 7% dos alunos do 3º Ano do Ensino Médio aprenderam o adequado, sendo que Criciúma apresenta um índice de 9%. Professores relatam que os desafios têm aumentado pois os alunos não têm valorizado a Educação e aproveitado as oportunidades, principalmente no Ensino Médio. A professora Mirtes Balbinot atua na Escola Governador Heriberto Hulse há mais de 20 anos. Ela lembra que há 17 anos entrou em sala de aula com um jornal sobre bolsas de estudo oferecidas para alunos do Ensino Médio de escolas públicas oferecidas pela Unisul e foi mal recebida ao passar a informação. No decorrer dos anos eles foram mudando, aguardavam pelas provas e a maioria participava do ENEM. “Apenas parte dos meus 31 alunos compareceram para realizar estas provas e percebo que apenas dois ou três alunos de cada sala tem interesse em realizar as provas do ENEM e ir para uma faculdade. Isso me entristece, mas como educadores, persistimos fazendo nosso trabalho e lutando para que voltem a perceber a importância de avançar nos estudos.”, comentou a professora.

 

Premiação

Cerca de 18 milhões de estudantes de 55 mil escolas participaram da primeira etapa realizada em agosto.

Para os alunos das escolas públicas com melhor desempenho no Brasil serão concedidas 500 medalhas de ouro, 1500 de prata e 4500 de bronze. Também serão fornecidas até 46.200 menções honrosas, distribuídas a estudantes destacados. Os alunos das escolas particulares disputam 75 medalhas de ouro, 225 de prata e 675 de bronze, além de 5700 Certificados de Menção Honrosa.

 A Obmep é promovida com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações do Ministério da Educação (MEC), tem apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e realização do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa).




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