O programa Linhas
Cruzadas exibido pela TV Cultura acaba com nossas certezas sem aumentar as
incertezas. Tem o formato de uma entrevista que mais parece um diálogo entre a jornalista
Thaís Oyama e pelo filósofo Luiz Felipe Pondé. Filmes e fatos ilustram temas atuais
levantando questionamentos inteligentes e profundos.
Selecionamos alguns programas
e trechos de reflexões discutidas pelos apresentadores:
* “A Educação como ela é”
alerta sobre flerte entre o capitalismo e o marketing que percebe que o jovem é
o mercado do futuro e por isso que tentam agradá-los. O surgimento das softs
skills produzidas pelo mercado.
* “A indústria do bem”
fala do capital que antes visava o lucro sustentando um discurso questionável
de que quer fazer o bem. Comenta sobre a tirania do capitalismo woke, ou seja,
que percebeu que abraçar causas sociais dá lucro. Empresas estão se vendendo
como mecanismos de representação e isso faz lembram Nelson Rodrigues dizendo
que sentia saudade do canalha honesto.
* “A lenda da democracia”
comenta que há uma falta de sentido para a vida e de luta pela existência. Pondé
comenta que religião, política, trabalho e cultura dão sentido para a vida. E,
que parece haver uma disposição de aceitar perder a democracia para se ter uma
vida melhor, em países como a China.
* “Marketing digital” analisa
que bloqueios e cancelamentos são os ataques mais simples da internet. Tem governos
filtrando conteúdos que filosoficamente parecem contrários ao regime e
impedindo o acesso dos cidadãos em tempos de crise.
Enfim, são mais de 40 programas
que podem revirar suas certezas, transformar suas convicções e ampliar sua
visão de mundo.

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