quinta-feira, 27 de março de 2025

Magistério catarinense rejeita proposta do Governo do Estado

 

Aproximadamente 40 profissionais da educação representaram a regional do Sinte Criciúma na Assembleia Estadual, realizada em Florianópolis, na tarde desta quarta-feira, dia 26. Os trabalhadores reivindicam 23% de reajuste, referente a 18% de defasagem salarial acumulada desde 2021 e mais 5% de ganho real. O Sinte informou que mais de 1.500 trabalhadores e trabalhadoras de todas as regiões, rejeitaram por unanimidade a proposta do Governo do Estado que ofereceu um reajuste de 9% em duas parcelas iguais, a serem pagas em maio/2025 e em janeiro/2026.

A categoria apresentou como demanda a descompactação da tabela salarial, com a aplicação de 100% do Fundeb, visando garantir remunerações diferenciadas para aqueles que possuem especialização, mestrado e doutorado. Outra clausula trata do fim do desconto de 14% para os aposentados que recebem abaixo do teto da previdência, ou seja, menos de R$ 8.157,40. Os educadores também pedem garantias no plano de saúde. Ainda reivindicam políticas específicas para os professores da educação especial, assegurando melhores condições de trabalho e atendimento adequado aos alunos com deficiência. Além disso, exigem maior investimento na estrutura das escolas públicas.

Um calendário de ações foi aprovado e mobilizações acontecerão durante todo o mês de abril com o objetivo de cobrar valorização para educação pública catarinense. Uma nova assembleia será agendada após o Governo apresentar a nova proposta.

A rede estadual de Santa Catarina tem em seu quadro quase 44 mil profissionais da educação que atendem 528 mil estudantes matriculados em 1278 escolas. A regional SINTE de Criciúma reúne todos os munícipios da AMREC, com exceção de Orleans. Dentro de sua jurisdição estão aproximadamente 2400 profissionais da educação, 27 mil estudantes distribuídos em 63 escolas.

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