terça-feira, 17 de março de 2020

Isolamento para evitar coronavírus começa em Criciúma

   Janelas abertas, conteúdos interrompidos, avaliações canceladas e baixa frequência às aulas. Este é o cenário das escolas públicas de Criciúma, nesta terça-feira, dia 17. Os pais acompanham apreensivos a cobertura da imprensa. Muitos decidiram não esperar o cancelamento oficial das aulas. “Quase metade dos alunos da nossa escola não compareceram no período matutino. Os professores precisaram ser flexíveis com o planejamento. Explicamos aos alunos a situação e pedimos que respeitem as orientações”, informou Helem Frassetto, diretora da escola municipal Padre José Francisco Bertero
   Shirlei Bernardo Pereira não esperou o comunicado da Secretaria Municipal de Educação. “Deixei meu filho mais novo em casa. Não sabemos se as crianças da sala dele tiveram contato com alguém que possa estar contaminado. Meu filho mais velho estuda no IFSC que já parou. Isso quer dizer que nem todas as escolas estão sabendo o que deve ser feito. É uma situação muito nova que acaba nos assustando”.
  A epidemia é detectada quando pacientes são diagnosticados em várias regiões e pandemia é quando há casos em todos os continentesArthur das Luzes Espindola, 12 anos, estudante do 7º Ano, já entendeu a diferença entre os dois termos. “Eu nem vivi uma epidemia e já estou vivendo uma pandemia. Senti muito medo de que eu ou alguém da minha família pegue o coronavírus. Imagino minha cidade como um deserto nos próximos dias, isso me deixa assustado”, comentou Arthur.
  A professora de matemática da instituição sugeriu aos alunos que aproveitem o período de isolamento para aprenderem a resolver o cubo mágico. Para isso foram emprestados cubos para 25 alunos interessados.


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