Janelas abertas, conteúdos
interrompidos, avaliações canceladas e baixa frequência às aulas. Este é o cenário
das escolas públicas de Criciúma, nesta terça-feira, dia 17. Os pais acompanham
apreensivos a cobertura da imprensa. Muitos decidiram não esperar o cancelamento
oficial das aulas. “Quase metade dos alunos da nossa escola não compareceram no
período matutino. Os professores precisaram ser flexíveis com o planejamento. Explicamos
aos alunos a situação e pedimos que respeitem as orientações”, informou Helem
Frassetto, diretora da escola municipal Padre José Francisco Bertero
Shirlei Bernardo Pereira não esperou
o comunicado da Secretaria Municipal de Educação. “Deixei meu filho mais novo
em casa. Não sabemos se as crianças da sala dele tiveram contato com alguém que
possa estar contaminado. Meu filho mais velho estuda no IFSC que já parou. Isso
quer dizer que nem todas as escolas estão sabendo o que deve ser feito. É uma situação
muito nova que acaba nos assustando”.
A epidemia é detectada quando pacientes
são diagnosticados em várias regiões e pandemia é quando há casos em todos os
continentes. Arthur
das Luzes Espindola, 12 anos, estudante do 7º Ano, já entendeu a diferença entre
os dois termos. “Eu nem vivi uma epidemia e já estou vivendo uma pandemia.
Senti muito medo de que eu ou alguém da minha família pegue o coronavírus. Imagino
minha cidade como um deserto nos próximos dias, isso me deixa assustado”,
comentou Arthur.
A professora de matemática da instituição
sugeriu aos alunos que aproveitem o período de isolamento para aprenderem a
resolver o cubo mágico. Para isso foram emprestados cubos para 25 alunos
interessados.


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