Muitas mulheres correram para não querem perder a 2ª
edição do movimento Mulheres na Montanha, em Orleans. Em menos de 30 horas as
80 inscrições disponíveis acabaram. Elas estarão reunidas na comunidade do Chapadão
para caminhar, tomar banho de rio, praticar ioga e confraternizar com um café
colonial. O evento acontecerá no dia (aguardar). “Acredito que o sucesso do
evento está ligado a necessidade atual das pessoas de se conectarem com a
natureza. As mulheres buscam a liberdade, companhias, novas redes de contato. É
uma novidade para o sul, estas práticas ao ar livre. Não tínhamos este tipo de
atividade destinado exclusivamente às mulheres”, explicou Tayse Borghezan
Nicoladelli, uma das organizadoras.
Mulheres na Montanha iniciou, em 2005, no Rio de
Janeiro, quando nove mulheres escalaram a parede do Cantagalo, no bairro da
Lagoa. A coordenadora em Santa Catarina, Maryella Masseli, conseguiu o
aval do grupo fundador propondo a extensão do evento no estado e teve licença
para usar o nome e a logo nas camisetas. Uma parceria com voluntários do
grupo Guardiões do Costão que integram o Movimento Orleans Viva permitiu que
Orleans use a marca. “Acreditamos esta ação ajuda a reforçar nossos princípios
que tem como objetivo promover atividades econômicas sustentáveis. Lutamos
contra a retomada da mineração, em prol dos bens naturais e desenvolvemos
atividades reforçando a ideia de que é necessário investimentos e apoio à
agricultura familiar, orgânica, destinada ao bem-estar de quem mora no campo”,
completou Tayse.
Gislene Marinho Costa garantiu vaga. Suas experiências
com trilhas iniciaram quando era diretora da escola Jorge da Cunha Carneiro, em
Criciúma. Acompanhando os estudantes ela visitou a Trilha do Salto Branco, em Treviso,
a Janela Furada e o Aguaí Santuário Ecológico, em Siderópolis. “Fiz três trilhas
com alunos e uma em família na Lagoinha do Leste, em Florianópolis. Estou numa
expectativa muito grande nesta que farei com mulheres. Acho que teremos uma
experiência inesquecível que vamos contar pra todo mundo. A trilha é igual a nossa
vida, cada obstáculo representa os problemas e a força que temos para
superá-los. Estaremos lá com objetivo de uma ajudar a outra”, comentou.
A 1ª edição foi realizada na comunidade de Três
Barras. Neste ano, a comunidade do Chapadão foi escolhida com base no princípio
do MOV que é mostrar novas fontes de renda para as comunidades rurais. Também
serão apresentadas informações aos participantes a importância do Parque
Nacional São Joaquim e do Parque Estadual da Serra Furada que estão em
território orleanense.


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