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O nome científico Puma concolor, refere-se à pelagem de cor uniforme, que pode variar entre tons de marrom, cinza e dourado conforme a região que habita |
Quem trafega em Criciúma pela rodovia Luiz Lazarin, em direção ao bairro Rio Maina, pode visualizar a silhueta do imponente Pico São Francisco. A montanha atinge 1170 metros de altitude destacando-se na paisagem recortada na Serra Geral. No entorno deste marco geográfico de Nova Veneza foi criada uma Área Particular de Preservação Ambiental com aproximadamente 1500 hectares. Ela integra uma reserva particular de preservação da Mata Atlântica onde circulam animais em extinção como os pumas e brotam iniciativas de conservação e educação ambiental.
O projeto da reserva teve início em 2002, idealizado pelo casal Sidney José Damiani e Marli Bortolin. Tem como missão conservar remanescentes da Mata Atlântica, promovendo a biodiversidade e protegendo recursos naturais e paisagens. Seu nome homenageia São Francisco de Assis, o santo protetor dos animais. Faz parte da bacia hidrográfica do Rio Araranguá. Abriga nascentes que alimentam rios como o Cedro, o da Serrinha e o Seco, além de cachoeiras como a da Clínica e o Salto do Rio Cantão.
O pesquisador e fotógrafo, José Carlos dos Santos Junior realiza o monitoramento semanal da fauna, especialmente os felinos silvestres que habitam a área protegida. Segundo ele, o nome científico do puma é Puma concolor. Trata-se do felino com a maior distribuição geográfica do planeta, habitando regiões que se estendem do Alasca até a Patagônia. Por isso, recebe diferentes nomes conforme a localidade: é conhecido como cougar nos Estados Unidos, puma nos Andes, sussuarana na Amazônia e onça-parda no Pantanal. “Em nossa região é mais conhecido como leão-baio. Coringa e Chitara, por exemplo, são nomes que nós damos aos animais para podermos falar especificamente de cada indivíduo. É difícil precisar, mas acreditamos que sejam oito animais circulando em nossas reservas que observamos desde 2017. No dia 10 de dezembro do ano passado uma das câmeras captou as imagens de um dos pumas. Demoramos um pouco para ver porque esta câmera estava instalada no alto do morro, as baterias duram até quatro meses, demoramos um pouco para retornar aos locais porque a área é gigante”, explica Junior.
A Reserva São Francisco tem parceria com o Instituto Felinos do Aguaí em iniciativas de conservação e pesquisa. Instituições de ensino e grupos organizados com fins educativos pode agendar visitas gratuitas. O local mantém um projeto de educação ambiental. Interessados são recebidos com uma palestra em um anfiteatro natural. O percurso culmina perto de uma cachoeira com informações sobre a importância da relação entre a fauna, a flora, a geologia e os próprios rios que nascem na encosta da serra. As atividades são acompanhadas por Michele Ribeiro Luiz que é educadora, pesquisadora e coordenadora no instituto. “Temos uma trilha interpretativa onde fazemos paradas para observar atributos naturais e conversar com os alunos sobre os bioindicadores, que são sinais da qualidade ambiental da Mata Atlântica. É uma oportunidade de apresentar esse bioma tão importante e ameaçado, com espécies endêmicas que só existem aqui”, informa Michele.
Professores que já possuem projetos pedagógicos nas escolas podem agendar visitas adaptadas para dialogar com os conteúdos trabalhados em sala de aula. “A escola nos informa o foco do projeto e nós complementamos com uma abordagem prática, ao ar livre. Assim, a aprendizagem ganha vida.”
As atividades têm cerca de duas horas de duração, seguidas por um momento de lanche e descontração.
CARACTERÍSTICAS DO PUMA
O puma também é conhecido como leão-baio, sussuarana ou onça-parda. Esses animais são encontrados desde o oeste do Canadá até o extremo sul do continente sul-americano. Pode atingir 70 cm de altura e até 100 kg, embora o peso médio varie entre 30 e 60 kg. Possui uma longa cauda com ponta preta e patas macias e silenciosas, adaptadas para a caça.
É um predador solitário que caça por emboscada, usando seu corpo esguio, patas fortes e longas para escalar, saltar e atingir altas velocidades. Alimenta-se principalmente de mamíferos silvestres. Esconde as carcaças das presas para comer depois.
É mais ativo ao entardecer e à noite. A convivência com outros da espécie ocorre apenas durante o acasalamento ou na criação dos filhotes. A gestação dura cerca de 90 a 96 dias, nascendo em média 3 a 4 filhotes. Com seis semanas, eles começam a comer carne; aos seis meses, caçam com a mãe; e aos 18 a 24 meses, tornam-se independentes.
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Agendamentos
Segunda a sexta-feira das 8h às 12 horas e das 13 h às 17 horas.
Contatos: (48) 99603 9262 ou contato@felinosdoaguai.com

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